Dia Mundial da Barba: dermatologista da Afya Ipatinga orienta sobre cuidados com a pele
Segundo o especialista, a barba deve ser higienizada regularmente e alguns sinais na pele exigem avaliação médica.
O Dia Mundial da Barba, comemorado em 5 de setembro, serve de ponto de partida para um alerta sobre os cuidados com a pele do rosto. Segundo o dermatologista e professor da Afya Ipatinga, Dr. Ismael Alves Rodrigues Júnior, a barba deve ser higienizada regularmente, pois acumula suor, oleosidade, células mortas e resíduos.
De acordo com a assessoria, pesquisa divulgada em 2025 pelo instituto Opinion Box apontou que 65% dos homens brasileiros adotaram mais cuidados com a aparência. Ainda segundo o levantamento, 84% expressaram o desejo de realizar algum procedimento estético e 41% já mantêm uma rotina diária de cuidados com a pele, liderada pelo uso diário de protetor solar (48%), hidratante (37%) e produtos de limpeza facial (28%).
Higiene da barba
Em geral, lavar uma vez ao dia é suficiente, com um sabonete suave, adequado para o rosto. Quem tem pele muito oleosa ou transpira bastante pode precisar lavar com mais frequência, de acordo com o dermatologista.
“É importante evitar produtos muito agressivos e lavagens excessivas, que podem causar ressecamento e irritação. Depois, é importante enxaguar e secar bem a barba. Para quem usa lâmina, ela deve estar limpa e bem afiada. Evitar passar muitas vezes no mesmo local ou sempre no sentido contrário ao crescimento dos pelos ajuda a reduzir irritações e pelos encravados. As loções pós-barba não são indispensáveis e, quando têm muito álcool ou fragrância, podem irritar e ressecar a pele. E, mesmo com a barba, o protetor solar continua sendo importante nas áreas expostas do rosto”.
Problemas que podem surgir
O especialista destaca três problemas que podem surgir na região, embora nem todos sejam necessariamente consequência da falta de higiene ou descuido:
- Foliculite: é relativamente comum e pode estar relacionada a bactérias, atrito e ao próprio ato de barbear. Os pelos encravados também são frequentes, especialmente em homens com pelos mais grossos ou encaracolados, podendo causar a chamada pseudofoliculite da barba.
- Dermatite seborreica: provoca vermelhidão, coceira e descamação. Também pode ocorrer dermatite de contato, uma reação a produtos aplicados na região, como perfumes, cosméticos e óleos.
- Micoses: são menos frequentes, mas também podem afetar a barba, causando vermelhidão, descamação, pus e falhas nos pelos. Nesses casos, é importante um diagnóstico correto, pois o tratamento pode exigir medicamentos por via oral.
O dermatologista complementa que ter bactérias na barba não significa que ela esteja “suja” ou que exista uma infecção. O problema pode surgir quando esses microrganismos se proliferam ou quando a barreira da pele é rompida.
“O próprio ato de barbear pode causar pequenas lesões que facilitam a entrada de bactérias. Por isso, objetos de uso pessoal, como lâminas, máquinas e toalhas, nunca devem ser compartilhados. Além do risco de cortes, uma lâmina contaminada pode transmitir infecções pelo sangue.”
Sinais de atenção
Uma pequena vermelhidão ou ardência logo após fazer a barba é bastante comum e, em geral, melhora espontaneamente, de acordo com o dermatologista. O que merece atenção, segundo ele, é quando a alteração persiste, piora ou passa a vir acompanhada de outros sintomas. Os principais sinais apontados são:
- Pus e crostas: podem indicar que é necessário investigar a causa do problema.
- Dor, inchaço e aumento da vermelhidão: especialmente quando esses sintomas são importantes ou apresentam evolução progressiva.
- Feridas ou queda de pelos: áreas em que os pelos começam a cair também merecem avaliação.
- Coceira e descamação persistentes: não devem ser simplesmente atribuídas à barba, pois podem ser manifestações de dermatite, micose ou outras doenças da pele.
- Caroços ou lesões recorrentes: quando o problema volta repetidamente, é importante buscar avaliação dermatológica.
- Manchas e cicatrizes: alterações que começam a deixar marcas na pele também são motivo para procurar um dermatologista.
- Ausência de melhora: quando o problema não melhora com os cuidados habituais, a avaliação médica é indicada.
Outro ponto de atenção é o uso de pomadas por conta própria.
“É comum recorrer a produtos que combinam corticoide, antibiótico e antifúngico diante de qualquer vermelhidão ou coceira. Embora possam melhorar temporariamente a aparência da pele, essas pomadas também podem mascarar algumas doenças, dificultar o diagnóstico e, em determinadas situações, piorar o problema”, conclui.
Segundo dados da Fortune Business Insights citados no material, o mercado global de produtos de higiene masculina movimentou US$ 64,63 bilhões em 2025, com projeção de chegar a US$ 67,70 bilhões em 2026 e a US$ 90,63 bilhões até 2034, a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 3,71%. A Europa lidera, com 36,50% do mercado global.
Com informações de assessoria de imprensa Fonte: Assessoria de imprensa da Afya Ipatinga