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5 de outubro de 2026 Primeiro jornal online do Vale do Aço Região Metropolitana do Vale do Aço
Folha do Comércio

Saúde

Especialistas do Sabará Hospital Infantil dão dicas de cuidados com crianças nas férias

Orientações incluem vacinação em dia, hidratação, proteção solar e prevenção de afogamentos, segundo médicas e nutricionista do hospital.

Redação Folha do Comércio

Publicado em · Atualizado em

Com o aumento das viagens em família no fim do ano, os cuidados com a saúde infantil exigem atenção redobrada, segundo especialistas do Sabará Hospital Infantil. De acordo com o hospital, manter a vacinação em dia, garantir hidratação, alimentação leve e proteção solar são medidas essenciais para prevenir doenças durante as férias.

As orientações foram reunidas pela dermatologista pediátrica Carolina Contin, pela nutricionista pediátrica Fernanda Rabelo e pela pediatra e coordenadora do Pronto-Socorro Caroline Peev.

Segundo Caroline Peev, as viagens, curtas ou longas, são benéficas para as crianças, desde que a rotina seja respeitada. A pediatra destaca que, com vírus circulando, principalmente os de doenças respiratórias, é importante verificar a carteira de vacinação, com atenção às vacinas meningocócica, pneumocócica, tríplice viral, tríplice bacteriana, Influenza A e B e contra a covid-19.

Vacinação

Algumas semanas antes da viagem, a criança deve passar pelo pediatra de costume para verificar a saúde e atualizar a carteira de vacinação. “É importante verificar se o local para onde foi definida a viagem não exige alguma vacina específica, como de Febre Amarela, por exemplo. Para viagens internacionais, é necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia”, explica Caroline Peev.

Alimentação

De acordo com o hospital, as crianças estão mais suscetíveis à desidratação e a diarreias, que normalmente ocorrem por infecção ou intoxicação alimentar nessa época. A recomendação é levar água mineral e alimentos para a criança durante a viagem, com preferência para frutas já cortadas, snacks de frutas e biscoito de polvilho. Alimentos pesados, que não fazem parte dos hábitos da criança, podem causar enjoo, náuseas e vômitos.

“A prevenção deve ser feita através da conservação adequada dos alimentos e hidratação constante. Ofereça às crianças frutas ricas em água, como abacaxi, melancia e uva, que hidratam e são fáceis de conservar em uma bolsa térmica”, explica a nutricionista Fernanda Rabelo.

Também é indicado respeitar a rotina das três refeições diárias, manter os lanches o mais saudáveis possível e respeitar a digestão por cerca de uma hora e meia, para evitar náuseas, vômitos e dores abdominais.

Proteção solar

A orientação é manter as crianças em áreas sombreadas, com roupas leves, óculos de sol e chapéu. O protetor solar deve ser aplicado antes da exposição e reaplicado a cada vez que a criança entrar no mar ou na piscina, ou a cada duas horas.

“Procure utilizar um filtro solar infantil porque eles têm menos componente químico na formulação, diminuindo a possibilidade de causar alergia solar. Escolha o que for indicado para cada faixa etária, mas sempre acima de FPS 30”, explica a dermatologista Carolina Contin.

A especialista indica ainda que, depois da piscina ou da praia, a criança tome uma ducha para tirar o cloro e o sal da pele, o que evita sensibilização e irritação, e que a pele seja hidratada em seguida.

Proteção contra mosquitos

Segundo o hospital, o interior e a praia têm muitos mosquitos e algumas crianças podem ser alérgicas às picadas, por isso o uso de repelentes é recomendado desde o entardecer. Se houver quantidade exagerada de insetos, a orientação é vestir a criança com calças e camisetas de manga longa.

A pediatra também aconselha levar brinquedos e atividades de pintura e montagem para distrair a criança durante o percurso. Em viagens de avião, se a criança tiver sintomas de doenças respiratórias, o ideal é adiar a viagem por causa das dores de ouvido provocadas pela pressão. “Se não for possível, realizem uma consulta com o pediatra antes da viagem e levem uma maletinha de medicamentos para emergências”, afirma Caroline Peev.

Afogamento

Segundo a assessoria, o afogamento acontece de forma rápida e silenciosa. A principal recomendação é nunca deixar crianças sozinhas na piscina, lago, rio, mar, balde, tanque, vaso ou pia, e incentivar o uso de boias e coletes salva-vidas.

De acordo com a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), o afogamento é a segunda maior causa de mortes entre crianças de 1 a 4 anos. A ONG Criança Segura aponta que a sufocação é a principal causa de morte acidental de bebês de até um ano. Sobre queimaduras, o Ministério da Saúde detalha que três a cada dez vítimas são crianças, e os motivos mais comuns são água quente ou contato direto com o fogo.

“A vigilância com bebês e crianças é essencial, já que esse tipo de acidente costuma acontecer de maneira silenciosa e rápida. Elas não têm noção dos riscos e, por isso, além de usar os protetores básicos como boias e salva-vidas, é importante que sempre haja um adulto por perto”, afirma Caroline Peev.

A pediatra explica que a morte por afogamento ocorre por asfixia devido à aspiração de líquido, que obstrui as vias aéreas. “Uma criança pode perder a consciência em cerca de dois minutos e os danos cerebrais começam a aparecer porque ela fica sem oxigenação”, diz.

Dicas para evitar afogamentos em casa:

  • áreas de serviço, banheiros e quintais com piscinas devem ter acesso restrito;
  • evitar deixar bacias, baldes ou piscinas infantis com água enquanto não estiverem em uso;
  • nunca deixar crianças sozinhas, principalmente dentro ou perto da água, mesmo no banho;
  • evitar deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina;
  • usar boias apropriadas para a idade da criança nas piscinas.

Com informações de assessoria de imprensa Fonte: Sabará Hospital Infantil

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