Pular para o conteúdo
4 de outubro de 2026 Primeiro jornal online do Vale do Aço Região Metropolitana do Vale do Aço
Folha do Comércio

Política

Receita vai apurar abertura de investigação sobre Gilmar

Redação Folha do Comércio

Publicado em

Nesta sexta-feira,08, a revista Veja revelou que a Receita Federal abriu um procedimento para identificar supostos "focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência" do magistrado e de sua mulher, Guiomar Mendes

Receita vai apurar abertura de investigação sobre Gilmar

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

ACorregedoria da Receita Federal instaurou apuração para esclarecer fatos relacionados à abertura de investigação por auditores fiscais sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

Nesta sexta-feira (8), a revista Veja revelou que a Receita Federal abriu um procedimento para identificar supostos "focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência" do magistrado e de sua mulher, Guiomar Mendes.

Em ofício ao presidente da Corte, Dias Toffoli, Gilmar pediu a adoção de "providências urgentes" para apurar a iniciativa da investigação, segundo ele, sem "nenhum fato concreto" que pudesse motivar a devassa.

+ Nova sentença reforça debate sobre prisão domiciliar de Lula

+ Gilmar Mendes é investigado pela Receita e pede apuração a Toffoli

A solicitação do ministro foi então encaminhada ao Ministério da Economia.

A apuração interna para esclarecer o episódio foi determinada pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra. A decisão teve a concordância do ministro da Economia, Paulo Guedes.

No documento enviado a Toffoli, Gilmar também informa que não recebeu "qualquer intimação referente ao suposto procedimento fiscal".

Afirma ainda que os documentos deixariam claro que se trata de investigação criminal, o que "aparentemente transborda do rol de atribuições dos servidores inominados".

Ele afirma ser "evidente" que, num Estado de Direito, todo cidadão "está sujeito a cumprir as obrigações previstas em lei" e sujeito, portanto, à regular atuação de fiscalização de órgãos estatais.

Mas afirma: "O que causa enorme estranhamento e merece pronto repúdio é o abuso de poder por agentes públicos para fins escusos, concretizado por meio de uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos pré-determinados". Com informações da Folhapress.

Compartilhe

Leia também em Política